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O Caso Richthofen

Atualizado: 19 de mai. de 2021

Suzane Von Richthofen tinha 19 anos na época em que, junto com seu namorado Daniel e o irmão dele, Cristian, planejou e executou a morte de seus pais.

Invadindo a casa no dia 31 de outubro de 2002, Daniel e Cristian mataram, com golpes de barra de ferro, Manfred e Marísia Richthofen, respectivamente. Enquanto o assassinato ocorria no segundo andar, Suzane estaria no térreo roubando o dinheiro em espécie que conseguiu achar na casa, incluindo uma pasta do seu pai que continha 8.000 reais, 6.000 euros e 5.000 dólares, que ela sabia o segredo, para simular um roubo, Daniel cortou a pasta com uma faca posteriormente.

Cerca de quatro horas da manhã a polícia foi acionada, depois do casal seguir o plano previamente combinado de fingir que passaram a noite em um motel e pegar o irmão de Suzane, Andreas, que estava em um cybercafé.

Os policiais que trabalharam no caso disseram que desde o início a história de um latrocínio não parecia certa e a investigação ficou concentrada nos funcionários da casa, colegas de trabalho dos Richthofen e seus filhos.

No dia 4 de novembro de 2002, Suzane foi chamada para prestar outro depoimento, desta vez, sobre contradições encontradas no caso, o interrogatório durou cerca de 2 horas. No dia 8 de novembro, quatro dias depois, Suzane, Daniel e Cristian, que já havia sido preso preventivamente, confessaram o crime.

Todos os três participantes do crime ficaram presos esperando julgamento, Suzane conseguiu um habeas corpus em 2005, porém depois da entrevista concedida ao Fantástico, onde um microfone pré-programado gravou a conversa dela e de seu advogado combinando como ela deveria agir durante a entrevista. A entrevista foi ao ar em abril de 2006 e, um dia depois, Suzane foi presa novamente.

O julgamento que teve início dia 17 de julho de 2006 teve duração de 5 dias e como resultado as seguintes penas: Suzane Richthofen e Daniel Cravinhos foram condenados a 39 anos de reclusão, mais seis meses de detenção. Ambos tiveram sua pena reduzida em um ano; Suzane por ser menor de 21 anos, e Daniel, graças à confissão. Cristian Cravinhos foi condenado a 38 anos de reclusão, mais seis meses de detenção, ele também teve sua pena reduzida em um ano por ter confessado o crime. Mesmo condenados a quase 40 anos, a lei brasileira só permite que um condenado fique preso por no máximo 30 anos.

Até o momento, foram lançados três livros que narram a história de Suzane Von Richthofen. Em 2021 foram lançados dois filmes baseados nos autos do processo A menina que matou os pais traz a versão do depoimento de Suzane, que é interpretada pela atriz Carla Diaz e O menino que matou meus pais traz a versão de Daniel Cravinhos, interpretado por Leonardo Bittencourt. O roteiro é de Raphael Montes e Ilana Casoy, que acompanhou o caso e o abordou em seu livro Casos de Família, onde também traz arquivos do caso Isabella Nardoni.




 
 
 

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