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O Caso Evandro

Atualizado: 19 de mai. de 2021

No dia 06 de abril de 1992, Evandro Ramos Caetano de apenas 6 anos estava indo para a escola quando desapareceu sem deixar rastros. Cinco dias depois, em um matagal próximo a sua casa, seu corpo foi encontrado em condições assustadoras: O menino estava sem os olhos, sem o couro cabeludo, com os dedos dos pés cortados, sem as mãos, com o ventre aberto e sem os órgãos internos, o reconhecimento do corpo aconteceu pelas roupas que usava e a chave de sua casa que estava com ele.

Em Julho daquele ano, três homens confessaram o crime: Osvaldo Marcineiro, curandeiro que chegara em Guaratuba no início do ano, o artesão Davi dos Santos Soares e de seu amigo e também feiticeiro, Vicente de Paula. A morte teria sido parte de um ritual encomendado pela primeira-dama Celina, com o objetivo de abrir os caminhos da fortuna e da política para a família Abagge. A filha do prefeito, Beatriz Abagge, também teria auxiliado no ritual macabro, como confessado por ela e sua mãe em uma fita cassete, que posteriormente elas disseram ter confessado sobre tortura.

A família Abagge foi inocentada no primeiro julgamento, ocorrido em 1998 e com duração de 34 dias. A alegação era de que não existiam provas suficientes para comprovar que o corpo era de Evandro. A filha do prefeito, Beatriz Abagge, seria condenada à prisão apenas em 2011: apesar de ter sido condenada a 21 anos de prisão, ela recebeu perdão de pena cinco anos depois.

O caso, que também ficou conhecido como As Bruxas de Guaratuba passou por diversas reviravoltas e, até hoje, 29 anos depois, não se sabe ao certo o que aconteceu com Evandro.

A história foi narrada em 6 partes e 36 episódios no podcast “Projeto Humanos” do Ivan Mizanzuk e, no dia 13 de maio, baseado nesse podcast, estreou uma série sobre o caso na Globoplay.


 
 
 

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