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Massacre do Carandiru

O Massacre do Carandiru foi uma chacina que ocorreu no Brasil, em 2 de outubro de 1992, quando uma intervenção da Polícia Militar do Estado de São Paulo, para conter uma rebelião na Casa de Detenção de São Paulo, causou a morte de 111 detentos.

A rebelião teve início com uma briga de presos no Pavilhão 9 durante uma partida de futebol dos detentos. A intervenção da Polícia Militar, liderada pelo coronel Ubiratan Guimarães, tinha como justificativa acalmar a rebelião no local.

Cinco júris condenaram 74 policiais entre 2013 e 2014, mas tiveram a condenação anulada pelo TJ-SP, em 2016. Sendo que, dos 74 PMs, 58 foram promovidos entre outubro de 1992 e 2017.

Em 2001, o coronel Ubiratan Guimarães foi inicialmente condenado a 632 anos de prisão por 102 das 111 mortes do massacre. No ano seguinte, ele foi eleito deputado estadual por São Paulo após a sentença condenatória, durante o trâmite do recurso da sentença de 2001. Por este motivo, o julgamento do Órgão Especial do Tribunal de Justiça reconheceu, que a sentença condenatória, proferida em julgamento pelo Tribunal do Júri, continha um equívoco. O que resultou na absolvição do réu.

A promotoria do julgamento do coronel Ubiratan classificou a intervenção como sendo "desastrosa e mal-preparada". A absolvição do réu causou indignação em vários grupos de direitos humanos, que acusam o fato de ser um "passo para trás" da justiça brasileira.





 
 
 

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