Filho da Luz
- Distrito do Crime

- 8 de mai. de 2021
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Segundo filho de 14, Febrônio Ferreira de Mattos teve uma infância difícil, sofria com agressões do seu pai que era alcoolista e por isso acabou fugindo de sua casa em Minas Gerais e indo para o Rio de Janeiro com apenas 12 anos. Chegando na cidade maravilhosa, ele começou a colecionar crimes como fraude, chantagem, suborno e roubo, entre os anos de 1916 a 1929.
No ano de 1920, com 25 anos ele, que se autointitulou Febrônio Índio do Brasil, teve uma visão de uma mulher loira que dizia que ele fazia parte de algo maior e sua missão era purificar os jovens, e parte do trabalho incluía tatuar o símbolo DCVXVI (Deus, Caridade, Virtude, Santidade, Vida e Ímã da vida) neles, já que Febrônio era o “Filho da Luz” e inclusive, posteriormente ele próprio tatuou a frase “Eu sou o Filho da Luz” em seu peito.
Após isso, Febrônio foi preso diversas vezes por motivos diferentes, desde dançar pelado no Pão de Açúcar, cozinhar a cabeça de um cadáver até seus crimes mais graves como estupro e assassinato. Entre prisões e fugas diversas, o Filho da Luz foi diagnosticado com distúrbios mentais e, por não ter dinheiro para pagar a clínica, foi solto novamente.
Sua prisão só ocorreu em definitivo quando ele sequestrou uma criança de 10 anos com a promessa de emprego, a tatuou, estuprou e matou, indo embora e deixando erroneamente um boné ao lado do corpo, que foi identificado pela polícia e pelos pais da criança, que ainda reconheceram o Filho da Luz, quando pego assumiu os crimes.
Pelas muitas acusações e por sua clara inconsistência mental, Febrônio foi internado no Manicômio Judiciário do Rio de Janeiro, de onde tentou fugir. Sem sucesso no plano, ele permaneceu na instituição até 1984, quando morreu, aos 89 anos.





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